quarta-feira, dezembro 29, 2004

Venha 2005...

Ando aqui, há semanas, ansiosa por trocar umas linhas... toca a pensar naquilo que por aí anda mal e deixa "correr a tinta"... :) bons planos, não?
Foi tal o bloqueio que cheguei a pensar que esta sociedade, a máquina em que vivemos, devia ter a engrenagem de tal forma bel oleada que afinal tudo corria bem melhor do que eu supunha e nada havia de "menos bom" a comentar....
Mas não, há e muito! Vemo-lo em todas as frentes de combate, ao cruzar da esquina da rua que me leva ao trabalho, todas as manhãs...na política, na economia, na saúde, nas finanças... no ensino, nas relações inter-pessoais.... mas que raio.... como se dissemina com tal engenho?!
Quanto mais penso nisso, mais se apodera de mim a sensação de impotência e frustração ( já estou devidamente medicada para isso :) ) por tanto que vemos acontecer, mesmo ao nosso lado...E podia agora - agorinha - enumerar já um número considerável de pessoas e situações que tornam tudo isso mais suportável, mas aí teria que ser criado o blog do "anti-corta na casaca, dos sentimentos de deixar o ranho pelo joelho e afins" para se poder, de alguma forma, apontar virtudes....
Aqui, meus caros, bem podemos encher o blog de maledicência.... há pouco a apontar de bom ou em ascensão.... está um caos este país... os nossos políticos tiraram o curso por correspondência.... sofre-se neste país ( e noutros pelos vistos... a epidemia é silenciosa mas muito eficaz.... ) do sindrome do poleiro.... qualquer cidadão que neste país atinja um cargo cimeiro em áreas de evidência, depois de lá estar, dá-se-lhes um ar de graça...tomam o peso ao poleiro e esquecem tudo que haviam prometido até então.... é fantástico e incurável, até prova em contrário....
Estou desanimada, pouco feliz pelo que vejo e sinto passar-se à minha volta...E agora, a poucos dias do final de um ano que foi tudo menos bom, espero com ansiedade que venha o próximo... não que as coisas se possam mudar de repente, apenas porque o ano muda no calendário... mas... vá lá.... deixem-me lá render-me a este efémera felicidade.... enquanto espero o ano que vem, não sinto o peso deste ;)
Venha 2005! Venha um fogo novo! Venham connosco os que amamos e aqueles para quem a nossa existência é realmente um acontecimento.... venham aqueles que enchem a nossa vida de magia.... os bálsamos da nossa alma :))))))))))))))

Um 2005 fantástico para todos vós! Vemo-nos por aqui... no ano que vem ;)

terça-feira, dezembro 28, 2004

Eis a razão

É uma razão póstuma. À qual não reconheceram validade há 27 anos atrás, mas que hoje é mias real do que nunca. Otelo Saraiva de Carvalho, entre outros, repudiou-a assim: «Impensável a possibilidade de uma novela-Tide desviar a atenção do povo, embalando-o e adormecendo-o, desviando-o do seu quotidiano de exploração e opressão» (acerca da telenovela "Gabriela"). O tempo e todas as outras "Gabrielas", provaram que estava errado. O Povo não quer Educação, Cultura ou Política. Quer a "Maria", quer a "Quinta das Celebridades", quer beijinhos, abraços e atestados de idiotice passados por Portas, Santana, Barroso, Sócrates ...

segunda-feira, dezembro 27, 2004

Pisar calos

Não me levem a mal, eu não gosto de pisar calos nem desgosto do Pinto da Costa. E para além da caridade, sei também que promove a escolaridade mínima dos seus jogadores mais jovens e está sempre a par dos seus resultados. Mas o facto do português não ser ponderado ou imparcial parece-me - neste e só neste caso - conveniente, pois não resta margem de dúvida quanto à cor do coração de Pinto da Costa e, se alguma vez se candidatasse a alguma presidência da Câmara, seria certamente à do Porto.
Os portugueses estão já habituados a verem personalidades no poder com o rabo preso, literalmente, à justiça. O crescendo de processos não parou no "apito dourado" e se prescrevem processos é porque os mesmos crimes que os sustentam são actos continuados.
Isto não se prende com Pinto da Costa, Rui Rio ou Luís Filipe Menezes, prende-se com todos aqueles que fazem da Ideia de Politica uma Ideia suja, tão longe de verdadeiramente servir os seus propósitos, tão longe de servir o povo para o bem do povo, prende-se com todos aqueles que usam a Politica como meio de promoção e enriquecimento pessoal.
Não precisamos esgravatar nas Câmaras ou no Ministério de Justiça para encontrar situações do género, encobertas ou camufladas. As Juntas de Freguesia são amiúde apresentadas nos
Sindicatos como exemplos de despotismo, onde os seus presidentes e demais responsáveis institucionalizam a cultura do medo junto dos trabalhadores
em plena luz do dia.
Não é um homem que faz a diferença, são vários. E se a união faz a força e está historicamente provado que isto não é um mero adágio popular, por que razão não nos unimos?


Quem não tem pecados

Pessoalmente, não me parece que Pinto da Costa, se candidate a presidente da Câmara do Porto. Digam o que disserem, pensem o que quiserem, Pinto da Costa é uma pessoa muito inteligente, e como tal, sabe que o português típico não sabe ser ponderado nem imparcial, ou seja, muitos eleitores votariam no seu concorrente, só porque Pinto da Costa, é ou foi presidente de determinado clube.
Quanto às suas qualidades como cidadão honesto e cumpridor da lei, são para mim menos questionáveis que as de qualquer outro político: Luís Filipe Meneses usou dinheiros públicos para viajar para o Brasil com a família - este processo prescreveu;
Rui Rio tentou usar da sua influência como vice-presidente do PSD, durante o governo Barroso, para provocar a demissão da direcção do Jornal de Notícias, porque o seu trabalho, ou ausência dos seus resultados, à frente da Câmara do Porto não merece reparos, nem referências no jornal mencionado - uma miscelânea de despotismo, censura e falta de fair-play. O seu gosto por "caneladas", é também sobejamente conhecido - fala muito de assuntos não relacionados com a sua responsabilidade.
Quanto à corrupção e tráfico de influências, se as há parece-me que os responsáveis por tal, serão os funcionários do Ministério da Justiça, que mais não sabem do que exigir aumentos salariais e dos períodos de férias.
Para terminar, Pinto da Costa, por muitos defeitos que tenha, já ajudou várias pessoas necessitadas e instituições de caridade. Que me lembre, nenhum político alguma vez o fez - só o Isaltino Morais que ajudou aquele sobrinho taxista na Suiça ...

Penso eu de que...

Pois é, Luis Filipe Menezes vai ser o cabeça de lista do PSD por Braga nas próximas eleições legislativas, ou como se diz, irá ver Braga por um canudo. O que significa que aumentam as hipóteses de Pinto da Costa surgir como candidato pelo Porto. Pelos vistos, dirigir um clube desportivo é similar à regência de uma autarquia, o que nada me espanta. As semelhanças são óbvias: caneladas, despotismo, corrupção, tráfico de influências e muito (un)fairplay. As diferenças ficam-se pelo campo de jogo e pouco mais: um é de relva, outro de alcatifa ou parquet.

sexta-feira, dezembro 24, 2004

Ai o Natal...

Tá mal o consumismo, tá mal os shoppings a abarrotar de gente quando anda aí a crise, tá mal as prendas serem melhores quando são mais caras, tá mal os meninos pobres não receberem nada, tá mal o país, tá mal só se falar que o país tá mal, tá tudo mal, mal, mal.
Mas... podemos reagir de duas maneiras: a tradicional portuguesa, ficando tristes, melancólicos, ou outra qualquer (porque são todas melhores!).
Vai daí, Bom Natal e Bom Ano!
Um sorriso nessa cara, caragu!

sexta-feira, dezembro 17, 2004

O sol brilha vespertino no céu azul e...

...e um gajo cospe para o chão enquanto estou na paragem do autocarro. É de manhã, o ar está frio e limpo, sinto-me optimista, respiro fundo e levo com tabaco pelo pulmão abaixo. Mas em frente passa um autocarro a hidrogénio. Quem disse que a máquina não é melhor que o homem? Era lindo ver um velho forçar o catarro, lançar um gosma verde/castanha para o chão, puxar uma passa do seu pesticida favorito e depois... lançar água para a atmosfera - como os autocarros!
É claro que depois o velho deitava a pica pró chão. Sim, porque picas de cigarro não são lixo, são... biode(SA)gradáveis.

domingo, dezembro 12, 2004

Novo emprego, mesmo ofício

Na linha da Odete Santos, que trocou a Assembleia da República pelo teatro de revista, Santana Lopes e o Paulinho das Feiras, já têm contrato assinado com o Circo Cardinali. Espectáculo circence que preze, precisa de dois bons palhaços como eles.

sábado, dezembro 11, 2004

Ainda a Palestina

Ainda do que diz respeito à sucessão de Yasser Arafat por Valentim Loureiro, há a destacar a conhecida apetência dos dois para a apropriação ilícita de fundos. E sejamos francos, não há assim tantas diferenças entre Gondomar e a Faixa de Gaza ...

sexta-feira, dezembro 10, 2004

Como exemplo vivo da competência ...

A Autoridade Palestiniana, ainda não encontrou um sucessor para Yasser Arafat. Deviam considerar a hipótese Valentim Loureiro. Acho que ele ainda tem um tempinho, das 13:45 às 14:00, entre a presidência do Metro do Porto e a da Câmara de Gondomar, ou das 14:15 e às 14:45, entre a presidência da Junta Metropolitana do Porto e a da Liga de Clubes.

jorge dablio arbusto

Ooops! pisei cócó americano!

segunda-feira, dezembro 06, 2004

Na minha ilha, tu pagas, eu mando

Por favor, alguém diga ao Alberto João Jardim, que o dinheiro que o "contenente" enterra na Madeira, é mais do que suficiente para comprar o seu silêncio - o mínimo que ele pode fazer é ficar calado. É que já não há pachorra para aturar aquele energúmeno.

E já agora, a título de fantasia, podiam iniciar uma operação "Madeira Dourada". Afinal, anda tanta gente preocupada com os crimes de corrupção do Pinto da Costa, que prejudicam meia dúzia de fanáticos, mas não vejo ninguém interessado no financiamento dos clubes da Madeira, feito com dinheiros públicos, que prejudicam TODOS os contribuintes do "contenente".

Retire o ticket e espere a sua vez

Coitadinho do Santana. Ainda não sabe porque razão o PR, decidiu dissolver a Assembleia da República. Ainda vai ter de esperar pela resposta. Há mais de 4 meses que ainda estou à espera, que ele me que me explique, porque decidiu empossar um governo que não foi eleito e não tive nenhuma resposta até agora ...

quarta-feira, dezembro 01, 2004

Tomem que já almoçaram ...

Esta é para os críticos do Guterres: ao menos, esse teve vergonha na cara e demitiu-se ...

I will survive ...

Paulo Portas sofre de uma grave depressão, e ao que se sabe, causada pelo fim da sua carreira como ministro da Defesa. Não é credível que líder do PP, esteja afectado pela angústia do desemprego, e pelas duras provações que terá concerteza que enfrentar nessa condição, mas porque no futuro, verá reduzido o tempo que passará junto de homens fardados.

Falta de cguedibilidade

Quando instado a comentar as declarações de Henrique Chaves, Morais Sarnento acusou o ex-ministro do Desporto de “falta de credibilidade”. Mais tarde, depois de anunciada a decisão do Presidente da República, o agora ex-ministro, foi ainda mais longe ao afirmar que o Presidente tem “falta de credibilidade”. Sobre Pedro Santana Lopes, disse apenas tratar-se do “melhor Primeiro-Ministro desde o 25 de Abril de 1974”.

“Adeus Tristeza, até depois ...”

Pedro Santana Lopes foi despedido! Só espero que consigam contratar o Mourinho para o substituir.

Não chora ...

Santana Lopes pediu “calma e serenidade” após o anúncio do fim do seu (des)governo. Eu perdoo-lhe por ter dito tal parvoíce, quando uma notícia dessas dá é vontade de festejar, de apanhar uma valente bebedeira e sair à rua gritando, saltando e batendo palmas como se não houvesse amanhã.

quinta-feira, novembro 25, 2004

Eternal Sunshine of a Spotless Mind

<>Depois de ver este filme - que adorei - achei por bem partilhar convosco umas ideias que me ocorreram. Para quem não viu, levanto apenas a pontinha do véu dizendo que o assunto principal é o amor e que o secundário é um método inverosímel de apagar do nosso cérebro a memória de alguém que queremos esquecer a todo o custo.
Ora nos queremos esquecer a todo o custo o Primeiro Ministro! E a Ferreira Leite! E o Paulo Portas! Nos queremos esquecer as noitadas e as sestas, os deslizes tributarios, os
submarinos encalhados! Cade esse metodo maravilhoso aqui pros tugas? Humpft...


sexta-feira, novembro 19, 2004

Cof cof

Esta semana, foi anunciado que algum do tabaco comercializado pela Tabaqueira, contém um pesticida cancerígeno, e esse tabaco vai ser retirado do mercado. Eu concordo. Finalmente! Há uns anos, também foi anunciado que esse mesmo tabaco, continha nicotina, alcatrão e outros produtos cancerígenos, e ninguém fez nada!

quinta-feira, novembro 18, 2004

Já não sou ex-tóxicodependente ...

Morais Sarnento, ministro do Novo Estado Novo, afirmou que a Alta Autoridade para a Comunicação Social, "não tem credibilidade". Pela minha parte, eu afirmo: "Oh Morais, deixa a droga ...!". Já sabemos que, quando arranjares algum amigalhaço teu do Cartel de Bogotá ou Medellín, para liderar a nova autoridade reguladora da Comunicação Social, vai haver mais credibilidade.

segunda-feira, novembro 15, 2004

Volta Andrea Bocelli!

O nosso Primeiro anunciou que a crise está a acabar. Portanto, azeiteiros de Portugal: acabaram-se as desculpas para comprar (e ouvir!) discos dos “Ozone”.

Coitadinho do Arafat

Estou indeciso. Não sei porque devo estar triste pela morte do Arafat. Se por ele ser à data da sua morte, um dos dez governantes mais ricos do Mundo, enquanto o povo que ele tanto “amava”, viver em condições miseráveis. Se por ele ter todo aquele dinheiro, e não o ter gozado (exceptuando o curriqueiro fogo-de-artifício que, amiúde, rebenta por aquelas bandas). Se pelo facto de ele já não participar na Quinta das Celebridades ...

Alegria gentxi!

Santana Lopes “não quer um país com mau astral”. E para evitar esse mau astral, já anunciou a distribuição ‘maciça’ (Oh, repare-se neste pormenor! Que belo apontamento, que bela escolha de palavra! Uma forma leve, descontraída e acutilante de relembrar assuntos mundanos de grande interesse público!) daquelas pulseirinhas pindéricas, e aqueles lencinhos parolos para pôr na testa que ele usa. Podemos viver em crise, mas pelo menos vamos rir a bom rir, com as figurinhas tristes que iremos fazer.

segunda-feira, novembro 08, 2004

Politicamente Correcto

No portal de um ISP português, existe uma área dedicada a anedotas. Estando organizadas por tema - política, animais, loiras ... -, um destes, sem ver ao certo do que tratava, chamou a minha atenção: "Povos e Raças do Mundo". Tanta merda para esconder anedotas sobre pretos ...

Ninguém o iria achar estranho

Agora que está em morte cerebral, Yasser Arafat, já preenche todos os requesitos necessários para participar na "Quinta das Celebridades".

Eu diria que se tratava da prova cabal de que Deus existe

"O Presidente dos Estados Unidos, George W. Bush, foi visitar uma turma da 4.ª classe. À sua chegada, durante uma discussão acerca das palavras e dos seus significados, a professora perguntou ao presidente se ele não queria participar no debate sobre o significado da palavra "tragédia". Então "o grande líder" pediu a algum menino ou menina que lhe desse um exemplo de uma tragédia. Houve, então, um miúdo que levantou a mão e disse:
- Se um amigo meu fosse a atravessar a rua e um carro o atropelasse, isso era uma tragédia.
- Não - disse Bush -, isso era um acidente.
Então uma menina levantou-se e disse:
- Se um autocarro da escola cair de um precipício, cheio de crianças e morrer toda a gente, isso aí era uma tragédia, não é?
- Lamento, mas não. A isso podemos chamar uma grande perda. Fez-se um grande silêncio na sala de aula. Mais nenhum aluno sabia dar um exemplo de tragédia.
Bush provocou-os dizendo:
- Então, não há ninguém nesta sala que me consiga dar o exemplo de uma tragédia? Finalmente, um puto do fundo da sala, levantou o braço e disse:
- Se o avião presidencial, transportando o presidente e todo o seu staff, fosse destruído por um míssil, desfazendo-o em bocadinhos, isso seria uma tragédia.
- Fantástico - disse Bush -, está certíssimo. E podes dizer aos teus colegas porque é que isso era uma tragédia?
- Sim - respondeu o puto - Em primeiro lugar, porque não era nenhum acidente. E depois, porque não era uma grande perda."

natale

Faltam pouco menos de 2 meses para o Natal e já somos atacados pelo frenesim do consumismo! Onde quer que vá tenho de me desviar de um pai natal, de um pinheiro enfeitado, de anjinhos dourados e decorações de toda a espécie. As montras populam de coisas e coisinhas de todas as cores e todos os preços, de promoções pague 1 leve 2, de verde e vermelho. As pessoas entram numa histeria colectiva que vai crescendo até à véspera de natal.
Ok, coisas que não entendo: as colunas de som que são colocadas nas ruas de comércio devidamente autorizadas pelo governador civil que decerto não vive em nenhuma dessas ruas e não tem de ouvir a todos um bom natal 50 vezes/dia... os jingóbeles activam alguma hormona no cérebro que por sua vez activa o gene consumista? Os estaminés
de peditórios solidários que germinam como cogumelos em pontos estratégicos... está tudo convencido de que as pessoas ficam "melhores" pessoas durante o mês natalício? Tentar convencer as criancinhas do séc XXI que o pai natal é quem lhes traz as prendas quando durante todo o ano as birras que fizeram nos corredores dos shoppings surtiram o efeito desejado?
A todos um bom natal!

quinta-feira, novembro 04, 2004

Nós não compreendemos...

Nós, os europeus, não entendemos o povo americano. Nós somos mais "intelectuais". Na América existe o estigma de que a Europa é um bom sítio para a "enculturação": a arte, a literatura, a gastronomia, o sexo. Visitar Paris pelo Louvre, ler um livro de Saramago, comer um prato italiano, comer uma francesa de chapéu preto e camisa às riscas .
Afinal eles são um país formado pelos colonos espertalhões que procuravam uma vida melhor e que, para isso, arrasaram os povos índios; pelos missionários que procuravam evangelizar a terra e violar as criancinhas e pelos criminosos que fugiam para a terra das oportunidades. Um autêntico melting-pot. E resolveram sempre tudo na ponta da faca, com guerras e motins.
Ora elegeram o típico homem-médio americano que tem um pouco de tudo isso: de colono empreendedor-passe-por-cima-de-quem-se-atravessar-à-frente, de missionário-reza-em-frente-das-câmaras, de pseudo-soldado e muito de criminoso. Elegeram-no apesar do seu famoso baixo Q.I. e apesar do documentário de Michael Moore (!!). Votaram de consciência num homem que lhes mentiu, omitiu e manipulou informações importantes. Provavelmente porque eles, no lugar dele, fariam o mesmo! Meus amigos, quem somos nós para criticar? Nós não os compreendemos. Somos demasiado... intelectuais.

quarta-feira, novembro 03, 2004

O mundo em festa

A vitória de Bush vai ser comemorada pelo mundo fora. Está prometido muito fogo de artifício para Badgad, Fallujah, Pyongyang, Teerão ...

Vote on me if you want to live ...

Ânimo! Até da maior das desgraças, se retira esperança! Bush ganhou mas isso não é necessáriamente mau. É a garantia que daqui a 4 anos, nos vemos definitivamente livres dele! Ainda assim não devemos criticar os nossos irmãos americanos, tão semelhantes a nós, por o terem re-eleito. Repare-se que eles tinham um presidente eleito sem a maioria dos votos, nós, temos um presidente que elege governos sem votação.

Uma questão de números

Para começar, acho que o grande obstáculo de John Kerry, para chegar à Casa Branca, foi ele próprio. Bush é tão mau, que se (con)corresse sozinho, teria perdido.
Nenhum pai, mãe, irmão ou irmã de um soldado americano, morto no Iraque ou no Afeganistão, votaria em Bush. Por outras palavras, (ainda) não morreram soldados suficientes ...

domingo, outubro 31, 2004

Mr. Buchadas que se cuide

Na WWW não há censuras nem constrangimentos e ainda bem!

Vejam estes vídeos e animações e depois votem em consciência!

You can’t vote Kerry - (para ver em windows Media Player)
mms://streamingmedia.cyso.nl/cyso.nl/Voting_Machine.wmv
bin explaining the W.T.C. attack - (para ver em windows Media Player)
mms://ondemand.xs4all.nl/bchicago/osablpr.wmv
Bush Animations
Bush – The Idiot son of an Asshole by NOFX
http://www.bushflash.com/idiot.html
http://www.bushflash.com/idiot_p.html (em português)
Liberation
http://www.ericblumrich.com/liberation.html
Victory
http://www.ericblumrichcom/antivic.html
War Crimes
http://www.ericblumrich.com/PD.html
Doctor Bushlove
http://www.ericblumrich.com/strangelove.html
Terror Democracy and Liberation
http://www.ericblumrich.com/antiwar2.html
Poisonous Legacy
http://www.ericblumrich.com/pl_lo.html
One Year of occupation of iraq
http://www.ericblumrich.com/year.html
I Hate Republicans
http://www.ericblumrich.com/ihr.html
Equal Time
http://www.ericblumrich.com/critics2.html
Vote for US President
http://www.us-election.org/wv-register.php

Retirado de:
http://www.ericblumrich.com/animation.html

quinta-feira, outubro 28, 2004

E agora algo completamente deprimente ...

Nunca fiz segredo do meu ódio às chamadas "tradições académicas", e cumpri com o meu dever, combatendo-as, pintando graffitis e sendo até emboscado por "academistas". Até aí, nada de novo. Eu agia de madrugada, às escondidas. Os meus adversários, violavam ou queimavam os seus caloiros com ferros de engomar, entre outras actividades ainda mais divertidas, que invariávelmente conseguem abafar. Para além deste secretismo, não há outras semelhanças.


Vem por aqui" — dizem-me alguns com os olhos doces
Estendendo-me os braços, e seguros
De que seria bom que eu os ouvisse
Quando me dizem: "vem por aqui!"
Eu olho-os com olhos lassos,
(Há, nos olhos meus, ironias e cansaços)
E cruzo os braços,
E nunca vou por ali...
A minha glória é esta:
Criar desumanidades!
Não acompanhar ninguém.
— Que eu vivo com o mesmo sem-vontade
Com que rasguei o ventre à minha mãe
Não, não vou por aí!
Só vou por onde
Me levam meus próprios passos...
Se ao que busco saber nenhum de vós responde
Por que me repetis: "vem por aqui!"?

Prefiro escorregar nos becos lamacentos,
Redemoinhar aos ventos,
Como farrapos, arrastar os pés sangrentos,
A ir por aí...
Se vim ao mundo, foi
Só para desflorar florestas virgens,
E desenhar meus próprios pés na areia inexplorada!
O mais que faço não vale nada.

Como, pois, sereis vós
Que me dareis impulsos, ferramentas e coragem
Para eu derrubar os meus obstáculos?...
Corre, nas vossas veias, sangue velho dos avós,
E vós amais o que é fácil!
Eu amo o Longe e a Miragem,
Amo os abismos, as torrentes, os desertos...

Ide! Tendes estradas,
Tendes jardins, tendes canteiros,
Tendes pátria, tendes tetos,
E tendes regras, e tratados, e filósofos, e sábios...
Eu tenho a minha Loucura!
Levanto-a, como um facho, a arder na noite escura,
E sinto espuma, e sangue, e cânticos nos lábios...
Deus e o Diabo é que guiam, mais ninguém!
Todos tiveram pai, todos tiveram mãe;
Mas eu, que nunca principio nem acabo,
Nasci do amor que há entre Deus e o Diabo.

Ah, que ninguém me dê piedosas intenções,
Ninguém me peça definições!
Ninguém me diga: "vem por aqui"!
A minha vida é um vendaval que se soltou,
É uma onda que se alevantou,
É um átomo a mais que se animou...
Não sei por onde vou,
Não sei para onde vou
Sei que não vou por aí!

Este poema, Canto Negro (quão irónico!), da autoria de José Régio, dedico-o a todos os passados, presentes e futuros academistas. Que sejam mais lúcidos, esclarecidos e verdadeiros. Dedico-o ao Diogo, estudante da Universidade Lusíada, que foi espancado até à morte, em segredo, pelos próprios "amigos" da tuna, "amigos" esses que não se coíbiram de o homenagear no seu funeral. E continuam por aí, impunes.

quinta-feira, outubro 21, 2004

Dama de Lata

A Sra Ferreira Feia Todos os Dias Leite "esqueceu-se" de incluir na sua declaração de rendimentos de 2002 a módica quantia de 15 mil euros de mais-valias relativas à venda de um imóvel. Mas atenção! Detectou o "erro" um ano depois e rectificou o "deslize tributário". Agora veio à baila que não tem as cotas em dia e que foi riscada dos cadernos eleitorais...
Coitada, é uma mulher muito ocupada. Sim, colocar base naquela carantonha feia todos os dias deve ser uma verdadeira demanda, tipo Manuela Moura Guedes e o batôn.
Em psicanálise chama-se "projecção" e define-se como um mecanismo de defesa do ego em que o indíviduo atribui a outrém qualidades, sentimentos ou intenções que se originam em si próprio. Na política nacional chama-se de "ganda lata". Afinal rasca era ela.

sábado, outubro 09, 2004

Alienação Cívico – Politica

Olá,

Desculpem mas devido a problemas técnicos, aqui do meu reduto para o mundo, não tive oportunidade de participar mais cedo.

A nossa comunidade política está ao rubro com estas questiúnculas sobre a liberdade de imprensa.

Esta paranóia toda, para mim, não passa de uma vasta estratégia de “tirar o tapete” (terminologia partidária) ao Santana Lopes.

O governo está ferido de morte desde a nascença, Durão Barroso, ou melhor, José Manuel Barroso, prevendo os problemas governativos que se avizinhavam, entregou o poder ao seu principal inimigo dentro do partido, deixando-lhe assim a responsabilidade de acarretar com as consequências da má gestão por si preconizada, “queimando-o politicamente” e inviabilizando assim a sua estratégia inicial de candidatura à presidência da república. O Presidente da Comissão Europeia deixa assim aberto o caminho para o seu tutor, Cavaco Silva, ser o candidato preferido ao trono da nossa república das bananas, matando dois coelhos duma cajadada só. O que ele não se lembrou ou deixou por resolver foi, a velha pedra no sapato do partido, Marcelo Rebelo de Sousa, que lá continuava no seu palco semanal a cascar em tudo e em todos. Mas foi só incendiar a cabeça de alguns dentro do governo, onde ainda tem alguns efectivos, e fazer passar a mensagem desejada até que alguém a agarrasse, para resolver o problema. - Foi o que aconteceu. Um morcãozinho qualquer chamado Rui Gomes da Silva, que ainda por cima é um dos mais chegados correligionários de Santana Lopes, lançou-se dizendo que era tempo de chamar à atenção, pela forma exagerada com que Marcelo opinava desfavoravelmente sobre o governo. Numa tentativa de o denegrir e desprestigiar aos olhos dos membros do seu partido, retirando-o da corrida a Belém. O que ele não sabia é o que veio depois! Com a demissão de Marcelo, o problema tomou outros contornos e levou mesmo a que Cavaco tivesse, de forma muito estadista, vir em defesa do homem.

Bem, a ver vamos!


Dei-me ao trabalho de estar aqui, com alguma resignação, a escrever sobre estas questões, que nem sequer sei se correspondem completamente à verdade, imagino que sim!

Mas a minha chamada de atenção é outra completamente diferente.

É que é com este tipo de postura perante a causa pública e este diz que disse, que se vai gerindo a vida do país! Bem sei que o pobão está habituado ás telenovelas intriguistas dos nossos amigos brasileiros e até olha para este fenómeno com uma certa ligeireza de quem está a assistir a tudo isto pela caixa mágica e provavelmente sem dar grande importância ao assunto…
O que me preocupa é a ligeireza com que os assuntos da verdadeira governação, aquela que nos toca na pele, são tratados pelos nossos governantes, sejam eles quais forem. O que me preocupa é a falta de sentido de estado e a desresponsabilização a que está votada a governação do país. Embriagam – nos com estas questões fúteis, para encapotar a incapacidade de chegarem a acordos de fundo, onde a competição entre governo e oposição não devia existir, a bem do nosso bem-estar e desenvolvimento sustentável. O laxismo e a falta de pro-actividade com que se apresentam na abordagem destas questões chegam a ser ignóbeis, sem qualquer respeito pelos cidadãos e sadicamente justificado com fundamentos economicistas, a escapatória para quem não tem vontade de lutar pela causa pública porque se encontra muito ocupado em exercer o poder pelo poder!

Vivemos um sistema ulcerado, viciado, sem dogmas, nem referências e mais assustador sem qualquer objectivo!

quinta-feira, outubro 07, 2004

Tudo para o Tarrafal

Tendo em conta, que o governo até consegue o que quer, se se dispuser verdadeiramente a isso, pergunto-me porque é que ainda vivemos neste pardieiro? Porque o governo não quer, é claro – “se eliminarmos o impossível, o que restar, por muito improvável que seja, tem de ser a verdade”. O professor Marcelo, criticava o governo e como dava muito trabalho provar que ele estava errado, ou resolver os problemas que apontava, acaba-se com o professor Marcelo. Aliás ... agora que penso nisso, este governo com tiques à lá Pinochet, tem um poder encaixe muito reduzido. Qualquer dia, começam a desaparecer pessoas e também me calam a mim. Desde que obrigaram a produção do “Cabaret da Coxa”, a retirar do cenário um retrato do nosso Primeiro, já nada me espanta ...

Professor Marcelo para a Quinta das Celebridades

Milhares de alienados, analfabetos e outros ignorantes, manifestaram-se ontem pelas ruas de todo o país. Os manifestantes empunharam cartazes onde se podia ler “Forsa Cinha!”, “Brasileiro-dos-filmes-pornográficos come essas vacas!” e “Avelino: parte essa merda toda!”. Esta manifestação, serviu para demonstrar o regozijo pela decisão de cortar o pio ao Professor Marcelo, dado que o tempo de antena ocupado por este para expôr, semanalmente, a mediocridade que tentamos varrer para debaixo do tapete, vai ser preenchida com mais alguns minutos recheados de close-ups ao cu do José Castelo Branco.

Areia nos olhos

Esta do Santana Lopes, dar tolerância de ponto aos trabalhadores da função pública nesta altura do campeonato, foi muito bem esgalhada. É o presente perfeito, para fazer esquecer a trapalhada da colocação dos professores. Aliás, já não se via uma ideia tão boa vinda daquela cabeça, desde que quando tomou posse como presidente da Câmara de Lisboa, “aqui del-rei” que o automóvel topo-de-gama com 2 anos de uso, que o seu antecessor deixara, não era suficientemente bom para ele e “vai daí”, há que comprar outro, porque a “ordem é rica”.

sexta-feira, outubro 01, 2004

Nada se perde, tudo se transforma

Santana Lopes vai fazer o que lhe compete, e Maria do Carmo Seabra vai deixar de ser ministra da Educação. O que não significa que vá para o desemprego - nunca nenhum funcionário foi alguma despedido, e não vai mudar agora. Vai ser recauchutada, como é óbvio, e o futuro ministério das Florestas, parece o destino mais certo. Com tanta água que ela mete, no próximo verão não haverá incêndio que lhe resista.

segunda-feira, setembro 27, 2004

Porque sim!

Já venho tarde, mas quero falar da "anedota mundial" - como lhe chamou António Avelãs, dirigente da FENPROF - que ocorreu este ano no nosso querido país aquando da colocação dos professores.
Em pleno século XXI, o ministério da educação viu-se obrigado a recorrer ao processo manual após gastar milhares de contos num processo informático que se revelou ineficaz, ou seja, que deu barraca! E isto, meus amigos, TÁ MAL!
É desprestigiante para o país e para os professores e uma farra para os alunos que depois vão ter de se amolar com mais uma semana de aulas no final do ano lectivo.
Mas isto não deveria ser novidade, porque quase tudo em portugal funciona a carvão. E aquilo que não funciona a carvão é porque movimenta muito "zerzulho" para encher os bolsos de uma minoria que continua a enriquecer enquanto o resto do país se endivida e passa fome. O exemplo paradigmático é o futebol.
Eu sei, eu sei: se tudo está tão MAL no nosso país, por que razão não me vou eu embora? É que se eu estiver fora, não sinto na pele o que está MAL e, por conseguinte, não posso criticar. Porque criticar é fácil, cómodo e divertido. Porque criticar é uma ocupação não lucrativa.
Porque posso e me apetece.




domingo, setembro 26, 2004

Hora da nana

Peço desculpa pelo meu silêncio. Não saí de Portugal (vontade não me falta) e o Tá Mal! continua por aí.
Mas a falta de inspiração ataca qualquer um que a tenha.
O clima adoece-me com notícias de pedofilia, assassínios, burlas e políticos. A cabeça cambaleia e o estômago revolve-se. Para já, ando a Kompensan que é antiácido e antiflatulento. Talvez tenha de passar a antibiótico.
Deixei um sinal de "Não incomodar" à porta. É hora da nana.

quarta-feira, setembro 22, 2004

Purificação

A sede do CDS/PP foi vandalizada. Os meliantes usaram grafittis, para pintar palavras de ordem como “morte aos fascistas” e “PP para a fogueira”, entre outras. Pessoalmente, acho que foi um acto do mais puro mau gosto. Um incêndio teria outro encanto.

Perdoem-me

Peço desculpa à minha legião de fãns, pela minha abrupta ausência. Decidi fazer umas férias de Portugal, ou ainda dava em doido. Aproveito para agradecer o vosso apoio e dedicação, os vossos emails, postais, cartas e roupa interior feminina, que com tanto gosto me enviaram.

terça-feira, setembro 07, 2004

Waves on Women

Como diria Helena Roseta no debate acerca do tema, no passado dia 5, "portugal é um país de marinheiros e é um barco que nos traz a força para mudar a lei".
Não deixar entrar o Women on Waves em Portugal é vergonhoso para o país. Transmite a ideia de que Portugal é pequenino não só de tamanho. Porém, temos muito boas cabeças pelo país fora... pena nenhuma estar no governo.
Comicha-me o cérebro pensar que um bando de homens (sim, porque são principalmente homens) decide acerca do que quero fazer ao meu corpo. Ora se não tenho emprego, formação ou dinheiro, que tipo de vida vou dar a uma criança? Já sei, vou abandoná-la num caixote do lixo ou à porta de alguém! Melhor, vou passar por uma gravidez angustiada já que no seu termo vou prescindir daquele ser que se forma em mim e preencher a papelada toda para adopção. Não deve custar muito. Até porque a adopção em Portugal é rápida e eficaz, num é???
Eu sou mulher. Não sei se seria capaz de abortar. Mas gostava de ter a opção legal de o fazer.
Votei a favor do aborto no referendo e voltaria a votar de igual forma, volvidos 6 anos. Mas não me parece que seja solução, visto que a maior parte do povinho não pôs sequer lá os pés. O nosso actual 1º ministro pôs lá os pés para votar não.
Estes homens e mulheres a bordo do chamado "barco do aborto" (que alcunha de mau gosto) são pessoas de mente aberta e sã, que percorrem o mundo inteiro não para "aniquilar vidas", como defendem os fanáticos do anti-aborto, mas sim para ensinar a sua prevenção.
Não considero que qualquer mulher, em consciência, seja capaz de utilizar o aborto como método contraceptivo. Não foi isso que aconteceu nos países em que o aborto foi legalizado, apesar do seus praticantes serem ainda olhados de soslaio.
Existe uma petição para um novo referendo. Aos interessados, clicar aqui.

sexta-feira, agosto 27, 2004

MacGyver

Foi anunciada a rodagem de uma nova temporada, da famosa série de televisão dos anos 90, MacGyver. No entanto, estas novas aventuras não serão protagonizadas pelo actor original, mas sim por Gilberto Madaíl, actual presidente da Federação Portuguesa de Futebol. Também o formato e conteúdo da série sofrerão profundas alterações, o que inclui o abandono da componente de acção. No entanto, manter-se-á a vertente suspense, sendo que, em vez de escapar a bombas, tiros e outros perigos com a ajuda de um canivete, muita imaginação e conhecimentos de Química e Física, Gilberto Madaíl, irá furtar-se à críticas e à responsabilidade por vários actos grotescos de incompetência, fazendo apenas uso dos infalíveis “culpabilização de outrém” e “eu estava doente nesse dia”. Estão desde já asseguradas as participações especiais, em alguns episódios, de Narciso Miranda, Rui Rio, José Manuel Barroso, Durão Barroso (este não sei quem é ...), Valentim Loureiro e Adelino Salvado, entre outros, num total que ronda os 10 milhões de convidados.

Uma medalha para os deficientes

O Francis Obikwelu, um nigeriano naturalizado português, ganhou uma medalha nos Jogos Olímpicos de Atenas – “Fantástico! Fabuloso! Fenomenal!” ... o que em si, até nem me deixou muito satisfeito... Mas fico com um sorriso nos lábios, ao pensar nas trombas com que não terão ficado os xenófobos, racistas e afins ... afinal, o Obikwelu até lhes dedicou a medalha!

segunda-feira, agosto 23, 2004

Cadê o Grito?


Pois é, o Grito desvaneceu-se e restou apenas o eco reflectido na parede do museu de Oslo.
Ao que parece, os criminosos surgiram armados rugindo e ameaçando, forçaram o quadro
até se soltar da parede e seguiram caminho num distintíssimo Audi A6.
Não havia qualquer mecanismo de protecção ou dispositivo de alarme no famoso quadro de Edvard Munch que, curiosamente, já havia sido roubado antes, em 1994! Não satisfeitos, levaram também a Madonna. Tá mal! Em 10 anos não podiam ter colocado um arame de galinheiro, umas ratoeiras? Ao menos em Portugal isto não acontecia! Basta vermos como se dá valor à arte neste país: os orçamentos descomunais em esculturas para rotundas, os mosaicos de cores primárias nas paredes dos viadutos em contraste com a arte direccionada para as elites e a falta de recursos com que se debatem os jovens artistas, as exposições e espectáculos mais importantes sempre em Lisboa (bendito Museu de Serralves)... para não mencionar aquelas esculturas hediondas de José de Guimarães. OOps, já mencionei.


domingo, agosto 22, 2004

Perigo na Estrada

Ontem, fui ameçado com porrada! Estava eu ao volante – as cousas que eu vejo na estrada! Já contei aquela da tipa que vinha em sentido contrário numa rotunda ...? – quando um indivíduo, numa manobra bem portuguesa, circulava em sentido contrário numa rua de sentido único. Ora, isto irritou e muito, e com toda a razão, um outro condutor. Eu, que precisava cruzar o caminho dos dois, estava indeciso sobre se deveria ou não avançar, enquanto os outros dois discutiam. Às tantas, o “condutor com razão” decide desandar, e então pára ao meu lado, e desata a barafustar comigo e a oferecer-me porrada! Tá mal!
Ele não sabe o quanto isso foi perigoso!
Ele não sabe os riscos que correu ...
Ele ... não sabe que andam por aí condutores, absolutamente insuspeitos, aparentemente pacíficos, que por vezes se “passam”, e então saem dos seus automóveis com uma carabina semi-automática Armalite AR10 de pressão, e começam a disparar tiro após tiro após tiro sobre os outros condutores ...

quarta-feira, agosto 18, 2004

Olha m'este

Na tv, no rescaldo do referendo realizado na Venezuela, que legitimou Hugo Chávez, como presidente daquele país, um luso-venezuelano residente na Madeira, questionou a validade dos resultados desse mesmo referendo, e criticou o "regime" (pouco democrático, leia-se) daquele presidente. Não 'tá mal', tá péssimo! Oh meu amigo: Alberto João Jardim, despotismo ... ring a bell? Mais ridículo, parece impossível.

sábado, agosto 14, 2004

Big Fahrenheit Brother

Sentei-me no cinema sem as habituais pipocas e a habitual "água suja do imperialismo americano", vulgo, a coca-cola. Afinal estava prestes a presenciar uma das maiores campanhas anti-eleitorais dos estates.
O genérico começa com uma simples melodia em guitarra, tocada por um dos produtores do documentário e passa em revista algumas situações caricatas em que os políticos e os entrevistadores são maquiados e penteados antes da sua aparição nos media.
A 1ªparte entusiasmou-me. Nunca fui fã do Sr Bush. Ganhei-lhe uma aversão miudinha quando, como governador do Texas, negou o pedido de clemência e sentenciou à morte uma mulher que, após anos de abusos e violêcia doméstica, decidira fazer justiça com as suas próprias mãos. Aliás, durante esse período, decidiu acelerar o ritmo das execuções e de janeiro a agosto de 1999 já 20 pessoas haviam sido executadas.
Gostei da imagem, da narração, das entrevistas e do facto do documentário dar voz à desconfiança de muitos no que diz respeito a uma suposta ligação entre a família Bush e a família Bin Laden e os acontecimentos que precederam o 11 de Setembro.
A veia humorada de Moore, porém, esmoreceu na 2ª parte: o início da guerra no Iraque. Qual activista em desespero pela causa, qual quê? Nada justifica as perguntas lamechas e o tom condescendente de "sim, eu sei o que isso é" ao entrevistar uma mãe destroçada pela dor da perda de um filho, morto no Iraque. Qual Big Brother, Moore aproximou-se sem pudor de muitos dos reality shows que recuso ver. Os grandes planos das lágrimas e da angústia de uma mãe frente à Casa Branca provocaram em mim talvez o efeito contrário do que Moore pretendia.
E qualquer piada depois disto não me moveu um músculo.

sexta-feira, agosto 13, 2004

Media para isto

Eles andem aí. Nas cidades, nas vilas, nas localidades ... Toda a gente já os viu, é impossível não reparar (até porque a discrição não é o seu forte). Os tuners, essa pacífica comunidade, que cumpre escrupulosamente o Código da Estrada, está em estado de graça. Como se já não bastasse o facto de a Polícia fazer “ouvidos moucos” ao ronco ensurdecedor (muito agradável durante a madrugada!) e completamente cega à luz ofuscante e encadeante (muito útil para quem quer ajudar a enriquecer as seguradoras) das suas viaturas, eis que, como não podia deixar de ser num mundo tão mediatizado como o nosso, estes pacatos indivíduos têm o seu próprio programa televisivo. Até aqui, tudo bem.
O problema está na linguagem usada no referido programa. Talvez a razão pela qual eu não percebo patavina do que o locutor debita, seja o facto de eu ser um leigo na matéria, ainda assim parece-me que até o público-alvo tem alguma dificuldade em compreender o que significa “contrastando cromáticamente” ou “inseminada na parte posterior”. Será que fizeram um programa para eruditos do Tuning? Seja como for, tá mal! Tá mal, porque o pessoal não gosta de palavras complicadas. Para quê louvar o “look de vanguarda” de um bólide, quando bastava dizer “bué de cool” e o pessoal curtia mais e todos ficavam a perceber? O tuner é um indivíduo ocupado com decisões de enorme importância, como escolher entre as cortinas com o leão, ou com as palmeiras; ou se fica mais melhor o cd, ou o terço pendurado no retrovisor, e não tem tempo a perder com complicações fúteis. Tá mal!
No final, salva-se o tradicional apelo feito a todo o espectador tuner, para que com “a sua condução contribua para o bom nome do Tuning em Portugal”. Tá bem. As contribuições para o bom gosto, é que é melhor deixar para outros ...

sábado, julho 31, 2004

Portugal podia ser um país muito melhor, é uma pena estar tão cheio de ... portugueses

Não é que eu seja um grande patriota, mas a verdade é que até fico satisfeito por ver portugueses terem sucesso, e verem o seu trabalho reconhecido pelo Mundo fora. Convenhamos que é mais agradável, ser-se conterrâneo do José Saramago, e do José Azevedo, do que do Bibi, do Farfalha, do Jorge Sampaio, do Santana Lopes, ou daquele indivíduo, coitado, que num país fértil em incêndios, compra submarinos. Tá mal, mas adiante ...
A referência ao José Azevedo, não é totalmente inocente. Confesso. Fico, repito, satisfeito por haver ser um português a desafiar as teorias de Einstein, mas a minha faceta mais popularucha, vibra mais com êxitos desportivos. E no desporto, se há competição por que tenho um interesse especial, é a Fórmula 1. Ora, esta é uma modalidade onde os portugueses não têm uma grande tradição, o que não deixa de ser estranho, dado o grande número de “Schumachers” que todos os dias curvam e contra-curvam nas nossas estradas. E porque será? Será, suponho eu, por Portugal ser um país com poucas possibilidades de apoiar e de competir, em termos de patrocínios com outras nações. Sim, não pode haver outra explicação. Não acredito que seja por falta de talento: um piloto português pode ser tão ou mais veloz que qualquer Schumacher – o Schumacher arranca com o sinal verde, os portugueses arrancam com o vermelho; o Schumacher não abranda nas curvas, os portugueses não abrandam nas passadeiras; o Schumacher faz ultrapassagens pela esquerda e pela direita, os portugueses também, para além de as fazerem por cima de passeios, e em sentido contrário onde mais ninguém o faria; para além disso os carros de F1 não têm ‘piscas’! O que é óptimo, porque os portugueses também não os usam! A lista de virtudes não tem fim ... Mas então porque não triunfam os portugueses? Bom, deitei-me a adivinhar e as conclusões a que cheguei, demonstram que certas tradições lusas, prejudicariam e muito o desempenho dos pilotos portugueses: o Schumacher festeja, depois de sair do carro, com champagne, os portugueses festejam com vinho e cerveja, antes de entrarem no carro – tá mal; o Schumacher segura com firmeza o volante, com as duas mãos, os portugueses conduzem com um mão e vão com a outra de fora – tá mal; o Schumacher quando se depara com um acidente segue o seu caminho, os portugueses abrandam e fazem orçamentos – tá mal; a isto junta-se o facto de num F1, não haver retrovisor para pendurar o terço e o CD, entre outros acessórios. E depois há sempre aquela questão da F1, ser “a disciplina máxima do desporto automóvel”, e toda gente sabe que seria mais fácil ouvir um cavaquinho numa música do Marylin Manson, que encontrar um português disciplinado. Bom, paciência. Temos sempre o futebol ...

sexta-feira, julho 30, 2004

Chegue-se pra lá!

Acreditando que há um grau óptimo de distância (física) entre as pessoas, foram surgindo algumas teorias. A minha favorita divide a distância pessoal em quatro tipos: a íntima (cerca de 50cm), a pessoal (até 150cm), a social (varia entre os 120 e os 360cm) e a pública (para além dos 3,5m!). Ora o que tá mal nisto tudo é que poucos respeitam a primeira, tornando-a a única distância entre indivíduos que não se conhecem. Como diz Margarida Marques no artigo "Saber guardar distâncias": a distância íntima "é uma verdadeira zona interdita, onde o nosso odor e a nossa temperatura estabelecem os limites: nessa zona "perigosa" deixamos entrar os seres dos nossos afectos e defendemo-nos das ofensivas por uma rigidez muscular e um olhar vago e longínquo".
Quando o espaço pessoal é invadido por estranhos, ocorre um esforço para restabelecer esse espaço ou para afastar o intruso. "Fisher e Byrne (1975) verificaram que os indivíduos do sexo masculino respondem de modo mais negativo do que as mulheres à invasão do espaço pessoal a partir da frente, ao passo que as mulheres respondem mais negativamente às invasões do espaço pessoal que venham dos lados" (Goldstein, 1983).
Isto é interessante, porque eu devo situar-me no meio. E onde deveria estar a virtude, está o roço.
Na paragem quase deserta do autocarro, aproxima-se uma mulher que se postra exactamente a 5cm de mim. Ora eu não sou desconfiada, mas isto torna-me desconfortável. Dou um passo ao lado e ela segue-me prontamente, levantando as sacas do chão e recolocando-as quase em cima dos meus pés. TÁ MAL! A vontade de dizer "chegue-se pra lá!" é abafada pela vergonha e lá fico eu a aguentar o bafo de carne assada.
Entra um indivíduo no autocarro. Corre com o olhar os assentos vagos e decide sentar-se ao meu lado. Não é gordo mas tende a abrir demasiado as pernas. TÁ MAL! Porque eu tenho de me colocar numa posição incômoda e seguir viagem num esforço constante para não me roçar nele.  A vontade de dizer "chegue-se pra lá!" é abafada pela vergonha e lá vou eu apertadinha contra a janela, a torcer para que o fulano se digne a reparar no meu desagrado ou a sair na próxima paragem.
Imediatamente atrás de mim, numa fila interminável para pagar a factura da luz, encontra-se um homem a cheirar a cavalo. TÁ MAL! Mais uma vez, a vontade de dizer "chegue-se pra lá!" é abafada pela vergonha e a sensação de náusea continua.
As pessoas têm esta tendência para invadir o espaço pessoal do próximo como que a conquistar um novo território. São intrusos e praticantes devotos do roço. Benditos animais que podem delimitar o seu espaço com urina!
É aqui que estabeleço uma comparação entre os portugueses e os árabes. Se não, leiam: "Para os árabes não existe isso que denominamos intrusão em público. Público significa público. Compreendendo-se esse facto, grande parte do comportamento dos árabes que chega a causar uma sensação de estranheza, desagrado e, por vezes, até mesmo de medo passa a ser entendida. Por exemplo, verifiquei que, se A está na esquina de uma rua e B quer o lugar de A, B está no seu direito se faz o que pode para molestar A de tal maneira que este saia do local. Em Beirute, só os mais arrojados se sentam na última fila de um cinema, porque geralmente há pessoas de pé que se querem sentar, que empurram, que dão cotoveladas e causam tal perturbação que a maioria das pessoas sentadas na última fila desiste e sai..." diz Hall.
E então fez-se luz! A mulher na paragem queria entrar em primeiro lugar no autocarro; o homem no autocarro queria, na verdade, sentar-se no meu lugar, perto da janela; e o homem na fila queria diminuir o seu tempo de espera, fazendo com que eu desistisse e voltasse numa outra altura!

quinta-feira, julho 29, 2004

Cuspa aqui

Ao passar pela rua do breyner, ou uma dessas transversais labírinticas da zona de cedofeita, deparei-me com um estranho graffiti no chão. Tinha um alvo perfeitamente desenhado a stencil e dizia: cuspa aqui. Aquilo divertiu-me, fora o vandalismo da coisa, pois esta é uma das verdades tá mal do nosso amado Portugal.
Não há rua, passeio, esquina ou degrau que não ostente uma dessas peripécias salivares - há que admitir que algumas são verdadeiras obras primas -, mais vulgarmente conhecidas como bisgas, dos nossos conterrâneos praticantes do cuspa aqui que se esquecem do lenço em casa ou, pior ainda, no bolso.
É vê-los a puxar num esforço ruidoso pela porcaria que vêm lá desde o dedo mindinho para a cuspir orgulhosamente no chão. Depois sacam do lenço e limpam a boca: ah, afinal o malandrinho estava aqui, oh diabo...
Já estive, por diversas vezes, para apanhar com uma dessas em cima. Por isso até agradeço o dito "esforço ruidoso", sinal de lá vem bisga. Comparo a sensação pós-bisga à que sentimos quando as pombas levantam vôo e nos cagam na cabeça. A comparação é fraca, sendo que a primeira é de longe pior que a segunda.
Falta de civismo? De higiene? Ou orgulho da condição de macho/fêmea? Não faço ideia. Mas tenciono perguntar, um dia, a um praticante do cuspa aqui e, porque não, ali. Depois conto-vos, 'tá combinado?


Tá mal, mal, mal.

Que o país está mal, toda a gente sabe. O único intervalo do tá mal deu-se no passado mês com o Euro 2004. Um intervalo que apenas camuflou o tá mal. O patriotismo da bola é uma coisa bonita de se ver: as bandeirinhas verde e encarnadas nas janelas são o meu reflexo favorito desta euforia. É caso para dizer que Portugal viu-se grego ao chegar à final. E perdemos. Ai coitadinhos de nós, ai tudo isto é triste tudo isto é fado, ai ai ai.
Mas o que tá mal concretamente? Onde está a gênese do tá mal neste país? É isto que pretendemos discutir - com quem tenha pachorra para isso - neste maldito blog, criado em cima do joelho num laivo de maledicência pura. Mas a maledicência também pode e sabe ser construtiva. Cada post será um TIJOLO apontado à cabeça de a quem sirva a carapuça.